fazer meias

meias

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Entre o Outono e a Primavera nunca param na gaveta, por andarem sempre a uso. Só na estação das sandálias é que as consigo ver todas juntas, de um ano para o outro com mais um ou dois pares (fora os que vários que fui fazendo para oferecer). Fiz as primeiras há três anos e desde então tenho sempre mais um par nas agulhas, porque como são um trabalho pequeno e portátil vão sempre comigo na mochila (aulas de piano da E, tardes no parque infantil e festas de anos de outros meninos são alturas óptimas para mais umas voltinhas). Quem também faz sabe do que falo. Read more →

meias

favorite socks

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A receita para as minhas meias preferidas: o modelo mais simples e esta lã combinada em riscas de duas voltas cada uma. As da imagem de cima já têm um ano de uso intensivo e estão ligeiramente feltradas por terem ido parar à máquina de lavar algumas vezes por acidente, mas continuam a ser as minhas preferidas.

bela celeste

Bela Celeste

Bela Celeste

Quando passa pela Retrosaria, a Cláudia traz quase sempre alguma coisa para me mostrar. Não é toda a gente que tem uma avó com um nome como Bela Celeste e uma longa vida passada (em Alcáçovas) a fazer coisas tão bonitas. Esta colecção de meias de linha é só uma amostra. Vale a pena reparar no revesilho, visível na última imagem. É esta a forma usada em grande parte das meias tradicionais para assinalar o fim/início de cada volta do trabalho. Obtém-se trabalhando esta malha como meia volta sim volta não.

Obrigada, Cláudia. Read more →

meias de alvito

meias de Alvito

meias de Alvito

Sexta-feira pela manhã recebi um email que dizia: Meias na Feira dos Santos em Alvito! (de 30 de Outubro a 1 de Novembro) e prometia mais informação no site da junta de freguesia. O desdobrável aí apresentado (ver aqui e aqui) pareceu-me tão invulgarmente bem feito que a prioridade para o fim-de-semana passou a ser rumar mais uma vez ao Alentejo. A exposição durou só os três dias da Feira dos Santos e ocupava um dos stands da mostra de produtos regionais (onde também fiquei a conhecer o mais mediático sapateiro de cuba). Realizou-se por iniciativa do presidente da junta de Alvito, António João Valério e com a colaboração de Luísa Valério, autora dos textos e também ela fazedora de meia. Para montar a exposição, produzida com o mínimo de custos, foi feito um apelo aos moradores e em pouco tempo reuniram-se trinta pares de meias nos vários géneros produzidos na região: lisas e rendadas, brancas e coloridas (entre elas umas altíssimas, roxas tal e qual estas), de mulher e de homem, por estrear, remendadas ou meias feitas. Junto delas, as célebres agulhas de barbela (onde é que se fabricam hoje em dia, que não há meio de encontrar a fábrica?) e os lindos ganchos esculpidos em madeira.

Longe do contexto urbano, do youtube e dos mil e um livros estrangeiros sobre o tema, numa região em que já só as avós conhecem as técnicas e o nome dos pontos, uma mostra como esta tem ainda mais importância. É que nas aldeias fazer malha está bem longe de estar na moda. Os meus parabéns à Junta pela iniciativa. Read more →

de vinhais

meias de hulema

meias de hulema

Da Madragoa seguimos para Oeiras para ver a mostra de gastronomia e artesanato de Vinhais que decorreu no mercado municipal. Entre muitas bancas de enchidos encontrei a D. Hulema Pires, fazedora de cestos e de meias de lã. Comprei-lhe um par para a minha colecção e aproveitei para ficar um bocadinho à conversa. Fiquei a saber que a lã (muito semelhante a esta) fora fiada por ela num fuso todo em madeira. Para tricotar um par de meias disse-me que leva um dia inteiro e mais uma noite a trabalhar depressa.

Em frente à D. Hulema estava uma senhora (não registei o nome) a quem perguntámos o que era a coisa de ar apetitoso e estranho dentro de uns sacos. Explicou-nos que era (e o que era) cusco. Para mim, que sou grande apreciadora de couscous desde que me lembro, foi uma total novidade. Perguntámos como se fazia e como se cozinhava e naturalmente não lhe resistimos. Entretanto descobri este lindo documentário sobre o cusco: Read more →