arrancar. moda em tricot

arrancar

Para si, Leitora
Pela primeira vez no nosso País, uma revista de malha e moda totalmente nacional. A Mulher Portuguesa é, sem sombra de dúvida, das melhores do mundo em aptidão manual. As pequenas maravilhas de trabalho artesanal que nascem (por vezes, tão discretamente) das suas mãos habilidosas merecem mais encorajamento, mais elogio e renome.

Em 1985 nascia assim a primeira revista de tricot feita (e não apenas traduzida ou adaptada) em Portugal, por iniciativa da então jovem empresa Arrancada – Fiação da Arrancar (entretanto falida?), especializada em fios de fantasia e da Fisipe, produtora de fibras sintéticas. Foi certamente uma publicação bastante cara, envolvendo concepção de figurinos, instruções por escrito e sessões fotográficas com modelos também portugueses. Com uma tiragem de 25000 exemplares, a qualidade dos conteúdos vai aumentando de número para número até ao último que pude consultar (Outono/Inverno 1988-1989), em que as peças apresentadas não ficam atrás do que se via nas revistas de moda da altura. Read more →

chinelos

beiroa ♥

beiroa ♥

Umas pantufas ou chinelos em crochet, irmãos dos escarpines espanhóis e parentes dos çetik da Turquia ou destes outros, Albaneses, entre muitos possíveis cujas imagens apetece ver lado a lado. Os da A, que que ela quis estrear imediatamente apesar de ainda estarem granes, foram feitos pela minha amiga Maria Adelaide na lã Beiroa, e o modelo foi aprendido a uma senhora de idade há já trinta anos. Agora falta-me aprender a fazê-los. Read more →

fazer meias

meias

meias

Entre o Outono e a Primavera nunca param na gaveta, por andarem sempre a uso. Só na estação das sandálias é que as consigo ver todas juntas, de um ano para o outro com mais um ou dois pares (fora os que vários que fui fazendo para oferecer). Fiz as primeiras há três anos e desde então tenho sempre mais um par nas agulhas, porque como são um trabalho pequeno e portátil vão sempre comigo na mochila (aulas de piano da E, tardes no parque infantil e festas de anos de outros meninos são alturas óptimas para mais umas voltinhas). Quem também faz sabe do que falo. Read more →

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faixa

faixa

A faixa (ravelry) já estava terminada há uns dias mas só agora voltou a estar fresco que chegue para a usar. A lã é a Beiroa nas suas duas cores naturais e o ponto chama-se vulgarmente entrelac mas também é conhecido e praticado há muitas décadas nalgumas aldeias portuguesas (com belas histórias a propósito para contar um destes dias).

I’ve finished my knitted belt a few days ago but last week it was to hot to wear it. I’d been meaning to knit something like this for a long time, as I hate having my underwear showing when I wear low waist jeans. The yarn is Beiroa. I had never tried entrelac before, but after finding out that it has been know for many decades in some remote portuguese villages (and associated with very interesting traditions – more on that later) I had to learn it (Ravelry). Read more →

vvvvvvv~~~vv

l'art populaire en france

Menos posts que de costume porque ao trabalho habitual juntei nas últimas semanas a tradução de um livro de tricot feita a convite de uma editora portuguesa (é caso para dizer finalmente, porque depois deste poucos ou nenhuns com interesse se editaram por cá). Não sendo um trabalho muito criativo, foi óptimo para ganhar experiência, escolher termos, praticar abreviaturas, etc. Além de que na pesquisa acabei por constatar que por detrás da excelente tradução d’O Grande Livro dos Lavores está o mesmo Fernando Baptista de Oliveira que escreveu O Tricot em todas as modalidades, o Método de Corte, e ainda (e isto é que me surpreendeu mais) a História e Técnica dos Tapetes de Arraiolos, que continua a ser a grande (única?) obra de referência sobre o tema. Quem seria este homem?

As imagens do post são de dois dos livros que folheei hoje, um dos anos 70 sobre arte popular em França e o outro um manual espanhol de engenharia têxtil dos finais do século XIX. Read more →

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beiroa love

É uma técnica que já conhecia dos livros há bastante tempo e que já pensara em experimentar depois de ver alguns exemplos muito bonitos. No ano passado descobri que o entrelac (é o nome mais comum) também faz parte do repertório de pontos praticados tradicionalmente em Portugal (até agora só conheço exemplos da zona de Montemuro) e decidi que mal chegasse a beiroa castanha ia finalmente aprendê-lo. Apesar de demorado é bastante simples e o resultado é lindo.

Os livros das imagens são: 裏も楽しい手編みのマフラー, um dos meus livros japoneses de tricot preferidos, e The Knitter’s Handbook, um excelente manual de técnicas e pontos. E o taleigo é irmão destes.