azul

azul

Um dos meus pormenores preferidos em muitas drogarias antigas são as coisas penduradas. Na loja azul em que entrei hoje o contraste entre o tecto azul e os regadores e baldes de plástico às cores deixou-me boquiaberta.

Aos poucos vou reunindo as coisas de que preciso e as que se cruzam no meu caminho e vêm mesmo a calhar, como uma antiga dobadoura que encontrei hoje. Ainda estou à procura (preciso de uma mesa ou de um armário pequeno, queria um daqueles bancos compridos de sentar em frente à lareira, uma dúzia de cadeiras e quanto mais gavetões conseguir encontrar, melhor). Qualquer sugestão de sítio onde espreitar (feira de velharias, armazém nos arredores ou loja da vizinha que vai fechar) é muito bem vinda.

nisartes

nisartes

chita antiga

No Nisartes, como em geral acontece nestas coisas, as peças que me apeteceu mais trazer não estavam à venda: o resto de uma coberta de chita com mais de cem anos a tapar a mesa de um dos stands, o lenço de lã agrafado à parede de um restaurante e a alentejana esculpida pelo Sr. António da Graça Polido. Mas trouxe um taleigo (lá chamado bolsa) de retalhos invulgarmente bem feito por uma senhora de Valongo (Avis) e um apito com voz de pato feito por um senhor da Aboboreira que ainda fez para a E. uma série de truques com umas cordas e madeiras. Na cidade, encontrei uma manta de trapo (feita mesmo com roupa velha cortada em tirinhas) e fiquei a saber que grande parte das oficinas de tecelagem da região têm estado a fechar porque os donos são velhos e não têm aprendizes interessados. Nem sequer consegui perceber como seriam as colchas de Belver referidas por exemplo aqui. Os bonecos de pano da Margem, referidos pelos mesmos sites, são as habituais cópias de revistas de lavores, sem o mínimo interesse. Um dos pontos altos do passeio foi ir a casa de uma senhora que faz meias para os ranchos e grupos de forcados, mas isso é material para outro post.

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sábado

feira da ladra

ainda cabe

Não íamos à Feira da Ladra há anos e acho que estou destreinada porque só fiquei tentada com dois pratos e uma máquina de costura que devia ter fotografado. A única compra foi uma corda de saltar para a E.

A A. vai para a escola em Setembro, a um mês dos três anos. Ainda gosta do sling.

zoo

lemur

lemures

Passámos o dia no Jardim Zoológico. Já lá não ia há tantos anos que foi como conhecer um sítio novo. Do Jardim da Aldeia dos Macacos, do cemitério dos cães e do elefante que tocava o sino a troco de uma moeda pouco sobra e a imagem dos animais enjaulados e deprimidos que guardava da última visita felizmente não corresponde ao que se vê agora.

Convém dizer que a visita que fizemos foi especial: tivemos a sorte de ser convidados do Zoo e de podermos andar um bocadinho pelos bastidores: pegámos em araras, fizemos festinhas numa doninha ex-fedorenta e o ponto alto foi estar junto dos lemures de cauda anelada (a quem a A., a E. e o Minúsculo ajudaram a dar de comer) sendo que um deles tinha um bebé com apenas oito dias de vida. Não tirei nenhumas fotografias de jeito porque fiquei tão entusiasmada como elas. E depois da visita (muito bem) guiada ainda nos sobrou energia para mais umas horas de passeio.

Muito obrigada, Jardim Zoológico!

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barreiro

bico do mexilhoeiro

bico do mexilhoeiro

O Bico do Mexilhoeiro faz parte do património natural do Barreiro. É uma praia fluvial cuja água assusta de tão poluída (terá sido muito diferente no passado), escondida por um renque de barracas de madeira (antigas casas? de pescadores?) cada uma mais extraordinária e fotogénica que a anterior (aqui). São feitas de bocados de outras coisas (uma das portas parecia ter sido de um elevador) e pintadas com as cores e o jeito que usa quem vive junto da água.

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