cortes

árvore

corte de cabelo

Passei Domingo e Segunda a recear pela nossa árvore. A nossa árvore não é nossa mas é a árvore que nos faz companhia e se vê das nossas janelas. É a nossa cortina e o nosso cenário. É frondosa e exótica, tem folha caduca e flores cor de rosa e mora no pátio de uma instituição vizinha. No Domingo vi chegar um grupo de homens armados de serras, cordas e escadote. Praguejavam à portuguesa e trabalharam sem respeito ou método. Deceparam as companheiras da nossa árvore e a esta partiram bruscamente muitos ramos, mas deixaram-na viva. Suponho que houvesse razão para o que fizeram, não sei. Serraram, praguejaram e violaram todas as regras de segurança no trabalho durante um dia e meio, e eu a chorar a árvore como se ela fosse gente.

Corte bom foi o outro.

os primeiros

os primeiros

Este blog podia ter uma categoria sapatos (para juntar posts como este, este ou este) e, a julgar pelos últimos dias, outra chamada filhas no chão, ou coisa no género (onde ficariam este, este, este e vários outros). Ao fim de seis anos inteirinhos de blog e com duas mudanças de poiso pelo caminho, rearrumar posts antigos é uma tarefa inglória e sempre adiada.

A A. tem finalmente uns sapatos. Não era absolutamente indispensável comprá-los já, mas vão dar jeito para quando quer pôr-se em pé no chão do jardim como os meninos mais crescidos. São lindos e macios e parecem aqueles caríssimos que se vêem nos anúncios da Milk (a cujas páginas 60 e tal, no último número, a A. mostra em minúsculo as suas gargalhadas). São da Lisbonense, claro.

o deus das pequenas coisas

shrine

Quando cheguei a casa a E. já tinha saído com o pai para a aula de dança. No chão, na esquina da porta do meu escritório, esperava-me o conteúdo dos seus bolsos, feito altar.

…e as coisas grandes:

(…) A própria possibilidade de manipular os media, de cada um fazer o seu filme, a sua música, de trabalhar com imagens e sons que existem e mudar-lhes o sentido, tudo isso permite tomar consciência do funcionamento dos media e assimir um papel activo na sociedade. O século XX foi a época da passividade face à produção e distribuição da informação. O século XXI é o momento em que toda a gente se apropria dos media. (…)

Paul Miller, aka DJ Spooky, entrevistado por Paulo Moura, Público, 6 de Junho de 2007.

Enquanto utilizadores e mesmo enquanto criadores de conteúdo da internet, é fácil esquecermo-nos de pensar. Ler um artigo delirante na Wikipedia pode servir para nos abrir os olhos para um dos lados dessa necessidade de consumir com sentido crítico, mas outras coisas acontecem que não podem nem devem passar despercebidas:

No Flickr (provavelmente o meu microcosmos virtual preferido) foram recentemente introduzidos mecanismos de censura moral (chamam-se content filters) que rotulam como unsafe as imagens produzidas por muitos utilizadores e impedem muitos outros de lhes acederem (f your Yahoo! ID is based in Singapore, Germany, Hong Kong or Korea you will only be able to view safe content based on your local Terms of Service). As reacções já se fazem ouvir.

No site Save the Internet faz-se campanha pela preservação da neutralidade da rede face aos interesses das grandes companhias telefónicas (aquelas a quem pagamos o acesso à internet), que têm na mão – não o esqueçamos – o poder de tornar determinados sites mais rápidos ou mais lentos e mesmo o de impedir (para não falar em monitorizar) o nosso acesso a qualquer tipo de conteúdo.

domingo no mundo

jardim do mundo

jardim do mundo

Fomos finalmente percorrer O Jardim do Mundo. Não participámos (desta vez) em nenhuma das actividades, mas deliciámo-nos (e não fomos os únicos) à sombra dos mais lindos toldos de que há memória. Os desenhos e cores dos padrões africanos a brilhar ao sol fizeram-me ficar ainda mais contente com os que escolhi para os próximos slings (brisa, mãe galinha e voar).

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vestir-me-a

pertinho

Se tivesse de escolher um acessório indispensável à minha vida de (bi-)mãe, era sem dúvida o sling. Tornou-se-me de tal maneira indispensável e facilita-me tanto a vida que tenho de controlar o exagero nos adjectivos e a vontade de espalhar a boa nova. Por tudo isso e por ter vontade de pôr em contacto umas com as outras, por um lado, as pessoas que partilham esta experiência e, por outro, as pessoas que estão a começar ou têm vontade de experimentar, resolvi criar um grupo de discussão aberto a todos: chama-se Babywearing Portugal e há-de servir para o que se quiser fazer dele: tirar dúvidas, partilhar experiências, sugerir links, etc.

(…e a incrível coincidência de me encontrar apanhada – em flagrante babywearing – pela objectiva de uma desconhecida).