tripp trapp

baby legs

Quase a chegar aos sete meses, já aprendeu a gostar de sopa e de fruta. Na cama e no chão, estica-se e rebola até chegar onde quer. Senta-se só mais ou menos, mas já gosta de estar na cadeirinha de comer, que a E. lhe cedeu sem dramas (porque foi promovida a comer como as pessoas crescidas). Há cadeirinhas baratas e cadeirinhas design mas, para mim, nenhuma se compara à Tripp Trapp da Stokke, que comprámos para a E. ( ). É bonita, é de madeira, fácil de lavar, cresce com eles mas, acima de tudo, é sólida e estável. Foi escalada por todos os ângulos, puxada e empurrada e nunca nos deixou ficar mal. Recomendo-a a todas as minhas amigas grávidas.

Ah, e as Babylegs já chegaram. São lindas, macias, e acho que de vez em quando vou usá-las como mangas.

sic

À saída da escola, eu: A que é que brincaste hoje?

Aos reis e às rainhas e às damas.

Ah, e o que é que faz a dama?

Anda de gatas e a rainha anda atrás dela. É uma brincadeira só para três pessoas.

De gatas?

Sim, a Dama e o Gavabundo.

10 minutos depois, comigo indecisa entre o Público e o DN:

Mãe, porque é que tu nunca compras o Correio da Manhã?

[dou uma explicação atabalhoada sobre as diferenças entre os vários jornais]

Hmm, ainda vou ter de pensar muito bem antes de decidir que jornal é que vou… artigar!

na minha mala

na minha mala

Na minha mala está um saco (e, dentro dele, a Lalá da A., fraldas, uma muda de roupa e um casaco e até há poucos dias estava também um dos brinquedos preferidos, um ramo de flores em madeira da Haba), a minha agenda, uma caneta que nunca aparece quando é precisa, recortes feitos em Março para decorar o bolo de anos do pai (ideia da E.), um sobre-sling (conceito a explicar em posts futuros) para as horas e dias mais frios, uma máquina-fotográfica, a inevitável embalagem de toalhetes, flores de buganvília que todos os dias a E. traz do pátio da escola e um molho de chaves. Também queria que estivessem umas baby legs* mas os portes são caríssimos e por cá ninguém as vende (hello?). A carteira e o telefone estão numa algibeira.

Há dois anos e meio, era assim. E, a (des)propósito.

* As babylegs originais vendem-se aqui e já encomendei dois pares. Obrigada pela dica, Rita.

dela

indianos

Não é raro o meu despertador ser um Dás-me uma folha para eu fazer um desenho?. Pega nas canetas e desenha. Quase sempre em séries e sem que se perceba muitas vezes a razão dos temas (pessoas indianas a comer, princesas em beliches, cavaleiros a cavalo, princesas e palmeiras, etc.). Esgotou-me os versos das fotocópias. Da minha experiência, para além de ter aprendido que todas as crianças desenham bem, tinha ficado a achar que em geral as meninas pensam e depois desenham (a menina e a mãe, a menina ao lado da casinha, etc.) e os meninos desenham e pensam ao mesmo tempo (o carro veio por aqui e depois apareceu um pirata e segurou o cão que…). A E. (ainda) desenha desta maneira dinâmica, sem grandes frustrações e com imenso gozo. Tomara que continue.

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a batalha que eu não travei

barbie

Militei contra o mentecapto do barrete azul, controlei com mão de ferro a ingestão de açúcar nos primeiros três anos, continuo a subtrair os saquinhos de lixo alimentar que se tornaram (triste) lembrança da maioria dos aniversários e sou refractária à piroseira em quase todas as suas manifestações, mas aqui nem cheguei a dar luta. Para escândalo das matriarcas da família (educadas e que me educaram para ser o oposto do que a boneca representa), na Páscoa que passou ofereci uma Barbie à E. Fazem-me impressão os pés demasiado pequenos sempre em meias pontas mas, de resto, estou mais ou menos em paz com a personagem. Parece-me quase ingénua, ao lado da sua maior concorrente e de outras inventadas entretanto. A E. penteia-a longamente e nunca lhe veste as calças de ganga que comprei para que tivesse um aspecto vagamente mais familiar. Prefere o vestido de princesa e brinca uma e outra vez aos bailes e casamentos com um príncipe imaginário (às vezes protagonizado pelo comando da televisão). Faz parte. Não deixou de brincar com a Rosa Clara nem nenhum dos outros. Talvez um dia destes lhe mostre estas.

puericultura simplex

pés

A A. fez hoje seis meses. Para ser como dizem as médias, virou-se ontem à noite sozinha pela primeira vez de barriga para baixo e hoje aguentou sentada sem apoio uns breves segundos. E nós, para comemorar, por instintivamente me parecer certo e por acreditarmos no que diz a OMS, experimentámos dar-lhe um primeiro lanche diferente de todos as que tinha tomado até então. Ao contrário da E. que, por estudar atentamente as nossas refeições, soube um mês mais cedo ao que vinha a colher e o seu conteúdo, abrindo sem hesitar a boca, a A. ainda não está muito interessada no assunto e, se pudesse, dir-me-ia certamente que acha muito mais estimulantes para o palato os seus próprios dedos dos pés.

Surpreendem-me sempre as diferenças entre as duas, e nunca saberei quantas se devem ao método simplex que aplicamos ainda mais agora do que quando fomos pais de primeira viagem. A A. não tem e passa bem sem uma data de coisas que fazem geralmente parte daquilo que é quase o tuning dos bebés: não tem chucha (porque não quis) nem biberão nem a parafernália de acessórios destes dois acessórios, não tem mudador e ainda não tem sapatos, não usa outro cosmético que não o vulgar e maravilhoso óleo de amêndoas doces, raramente anda no carrinho e os pais não carregam um saco especial por causa dela (mesmo que os haja lindos e que comprar sacos, carteiras e carteirinhas seja uma das tentações da mãe). Por outro lado tem mimo a rodos, bochechas cor de rosa e um sorriso de parar o trânsito (o que é que se pode querer mais?).

supersize me

Enquanto o quilt seca (está acabado, finalmente), antes de sair para o meu outro trabalho, com a A. a sabotar-me o post batendo gloriosamente na space bar, um minuto para deixar escrito que o documentário Supersize Me devia ser de visionamento obrigatório para pais, mães e crianças em idade escolar. A E. tem quatro anos recém-feitos e já chegou a casa a perguntar quem era o maquedónalde. Depois de esclarecida e passadas algumas semanas disse que todos os seus amigos gostavam muito de ir ao McDonald’s e depois que também lá queria ir comer caixotes de batatas fritas (os quatro anos e as conversas delirantes com os colegas da escola davam matéria para muitos posts). Obviamente não irá tão cedo.

E agora ala que se faz tarde, mas não sem antes apontar para as belíssimas rodilhas de Viana mostradas pela Natacha. A tag rodilha, no flickr, está cada vez mais animada.

diferentes como duas gotas de água

papá bebé

Os vizinhos e conhecidos chamam à A. miniatura da irmã. São de facto parecidas. Tirando o tom de pele e o feitio da testa, crescem pelos mesmos percentis e assemelham-se na maior parte dos contornos. Mesmo que nos ritmos e no chamado feitio sejam bem diferentes (salvo nas abençoadas noites inteiras que começaram ambas a dormir com pouco mais de um mês de idade). As diferenças, tendo a atribuí-las aos factores ambientais e a achar que muitas vezes os genes têm as costas largas, por muito que pense que estou a educá-las da mesma maneira. Para quase todas encontro explicações mais ou menos verosímeis e, frente às outras, rendo-me à verdade recém-descoberta pela E.: Mãe, sabes que a minha vida é diferente da tua vida?

Foram diferentes os últimos meses de cada uma dentro da minha barriga (uma de cabeça para baixo, outra de cabeça para cima), diferentes os partos (uma nasceu, a outra foi nascida) e as primeiras horas de vida (uma à minha beira e a outra raptada para um berçário apesar das minhas lágrimas e súplicas), é diferente o meio de transporte (uma quase sempre no baby björn e a outra de tal maneira adaptada ao sling que as rodas do carrinho só saíram uma vez de casa em quase seis meses) e é diferente sobretudo a relação que se tem com um primeiro e com um segundo filho: o primeiro ganha na velocidade de resposta dos pais mas o segundo tem-nos menos ansiosos e muito, muito mais seguros no pegar, no cuidar e no brincar. E por aí fora, que podia ficar a escrever este post o dia todo.