dia sim

bichos

Reunião promissora num café do Chiado logo pela manhã. A E. entreteve-se durante todo o tempo que foi preciso a arrumar as revistas disponíveis para consulta e a empilhar nelas os bichos que me lembrei de levar (acompanhados pelo livro favorito do momento) e depois a arrastar as minhas chaves como se estivesse a passear o Dodo pela trela. Quando a manhã e a paciência dela já estavam a chegar ao fim usei a distracção da reserva: agora vê lá o que é que a mamã tem na mala, que funciona sempre durante uns minutos e que consegui interromper antes de o conteúdo da minha carteira estar todo espalhado pelo chão. A propósito de cafés, gostava de conhecer algum onde fosse possível mudar uma fralda sem ser em cima de uma mesa…

Mama Unraveled: tal como a Lizette Greco, uma mamã que cose os desenhos dos filhotes.

gaba puba

gaba puba

Julgo que a E. só percebeu que a festa era dela quando cantámos os parabéns. Já há muito tempo que não tínhamos tanta gente em casa e acho que correu muito bem, sem grandes disputas entre os toddlers pelos brinquedos e com duas recém-nascidas que dormiram como anjos apesar da confusão. No meio de todas as prendas fantásticas, que incluíram um candeeiro Dodo da Hilda, uma saia-maravilha da Dina, um vestido feito pela Patrícia, um guarda-chuva, uma lanterna e muitas outras coisas, o atraso do meu boneco-touperinha passou perfeitamente despercebido, felizmente. E a E. ainda teve direito a uma fotografia especial tirada pela Johanna.

Outro boneco feliz – obrigada, Vírgula.

ano do galo

big bump

Faz cada coisa cada vez mais a sério: os jogos, os livros, as birras, as cantigas, os galos na testa…

Procura-se: a M. (que por ter tido um bebé muito recentemente não pode ser levada muito a sério em nada que não diga respeito ao dito bebé, pelo menos se for como eu…) garante-me que saiu há alguns dias no Diário de Notícias ou no Público uma pequena nota sobre A Ervilha Cor de Rosa. Eu não vi nem ninguém mais me falou no assunto, mas se for verdade gostava de saber onde e quando (alguém sabe?).

Estou sempre a encontrar mais alguém que resolveu experimentar fazer crochet com sacos de plástico, mas os estojos da Marieke foram uma surpresa.

Um anúncio português com rapazes a fazer tricot? Agora estou quase convencida de que a moda pegou mesmo.

E ainda, o que eu uso agora para conseguir ler os blogs todos de que gosto.

post 901

open window

Descontrair, ser capaz de esvaziar a cabeça e não fazer nada como antes de ser mãe. Voltar a não conhecer o significado da palavra nervos. Não ir sempre a correr de um lado para o outro e ter tempo de ver as árvores ou as montras. Dream on…

#123 e os seus novos amigos, fotografados pelo Pastel de Nata. Obrigada, André!

lá-lás

lá-lás

As recentes angústias da E. relativamente aos bonecos prometem aumentar nos tempos mais próximos. Hoje insistiu em andar pela casa com o que tenho em mãos. O facto de só estar meio feito deu origem a uma nova brincadeira, claro: pôr e tirar milhentas vezes no sítio (mais ou menos) certo os futuros olhos, o cinto e cobri-lo com todos os retalhinhos que encontrou à mão.

O #122 acordou nas mãos da I. e agora chama-se Nané. E que feliz que ele está.

100drine: quando as boas ideias ganham asas parece estar tudo certo. Já vi em Lisboa algumas coisas desta menina e são mesmo bonitas.

wish upon a star

mil e uma

Sonho com uma sala soalheira de paredes claras onde consigo, com a ajuda de alguém, realizar pelo menos um quarto dos projectos que me atafulham a cabeça (e que incluem uma série de vestidos muito simples em vários tamanhos e em tecidos já mais ou menos pensados). Sonho poder dizer que sim a pelo menos algumas das propostas nas quais não tenho podido embarcar porque o tempo só estica até às seis horas de sono por noite.

Vida de mãe:

No mês em que vai fazer dois anos, a E. começou a pedir para usar o penico. A minha bibliografia sobre o assunto: The Best Friend’s Guide to Toddlers, o incontornável Dr. Spock’s Baby and Child Care e Everyone Poops.

#118

coelho-ta

Mais um coelho-tá, aqui a tiracolo na E. Nunca mais consegui encontrar deste tecido à venda. Ando a usar aos bocadinhos o pouco que ainda tenho.

Quando me vê muito concentrada ao computador ou quando demoro mais do que o tempo regulamentar a responder aos seus apelos repete resignada a frase que lhe disse uma vez: a mamã a coia potanti (a mamã está a fazer uma coisa importante).

Eye-candy:

My Paper Crane: um boneco-casa de guardar lápis e canetas.

Secret keepers: marsupiais guardadores de segredos.

HeartFeltDesign: coisas e mais coisas, incluindo malas lindas como esta.

quase 23 meses

Boa parte das minhas manhãs são passadas entre a mesa do computador e a das agulhas, com a E. a brincar no espaço que fica entre uma e a outra (e frequentemente também em cima e por baixo de uma e da outra). O ideal seria conseguir teclar com uma mão, coser com a outra, desenhar (um cão, um gato, um passarinho, uma minhoca e uma banana, por esta ordem e muitas vezes) para a E. com um dos pés e ficar com o outro livre para as emergências e reflexos rápidos que com um toddler por perto são uma constante. Como tenho de me limitar a fazer uma ou no máximo duas destas coisas de cada vez (e sem o auxílio dos pés) acabo por recorrer bastantes vezes a entreter a E. com o que me ocupa nesse momento, explicando-lhe o que estou a fazer e, quando a paciência é muita, convidando-a a fazer as coisas comigo (pôr o recheio nos bonecos, por exemplo, é uma das actividades predilectas). Esta manhã, ao falar mais para mim do que com ela sobre como não sabia por onde andava uma certa lata que queria encontrar, igual à que tinha nesse momento nas mãos, ela surpreendeu-me com um decidido iôta iata cá qui e puxou-me, corredor fora, até apontar orgulhosa para a dita outra lata, na qual nunca tinha mexido e de cuja existência não me passaria pela cabeça que soubesse. Parece que de um dia para o outro o meu bebé se transformou numa pessoa.