dois anos e três meses

tintas

Quando começou a sentar-se arranjámos uns daqueles puzzles (não estes mas uns semelhantes com números e animais) da Imaginarium para tornar o chão em que ela brincava menos duro. Funcionou até ela descobrir que as peças mais pequeninas eram óptimas para morder. Há uns dois meses voltei a tirá-los do armário e o sucesso foi imediato. Em dois dias aprendeu a reconhecer os números pelo nome e pela forma e desde aí passou a vê-los em toda a parte. O relógio do micro-ondas tornou-se a atracção principal de toda a casa e na rua chama-nos constantemente a atenção para os letreiros e sinais de trânsito. Entretanto aprendeu também meia dúzia de letras – o A, o B, o C, o E e o O – e encontra-as em todos os livros, embalagens, etc. Por muito que não queira que ela aprenda este género de coisas antes do tempo (até porque depois apanha uma seca na escola, sei-o por experiência própria), é uma emoção ver os seus primeiros passos no caminho da literacia.

xana

xana

Nas inaugurações vê-se sempre muito mais as pessoas do que as peças expostas. Ontem, a inauguração da exposição do Xana não foi excepção, mas a E. não se atrapalhou nada (nem esbarrou com nenhum dos alguidares cheios de água que compõem uma das instalações) e percorreu vezes sem conta os corredores de pinturas digitais em total delírio. É uma poética de felicidade como objectivo da arte (como diz o texto de apresentação) e também é um excelente programa para meninos pequenos.

krtek

krtek

O meu plano de fazer um boneco toupeira foi adiado sine die depois de a Paquica (como a E. lhe chama) ter trazido de Praga uma krtek e um ratinho originais. Há meio ano que, graças a uma nossa benemérita, estes desenhos animados são presença quase imprescindível nos fins de tarde da E. Só muito recentemente (depois de já saber de cor a ordem dos muitos episódios) consentiu em trocá-los de vez em quando por outros, a meu ver ainda mais bonitos. Não me admiro muito se um destes dias começar a falar comigo em Checo.

bigodes de leite

e

…e lápis de cor.

Links:

Bordadeiras: há meses que não vou ao cinema (realidade impensável na minha vida pré-maternidade de assídua da Cinemateca).

Donna Wilson: levanta-se uma pedra e salta uma bonequeira.

Sock dog how to: instruções para fazer um cão com um par de peúgas, num dos melhores blogs crafty que tenho visto recentemente.

Ainda sobre o Caderno Liso, quando hoje fui comprar uns para mim já só apanhei o último que havia na Embaixada Lomográfica de Lisboa. Parece que ontem à tarde houve um monte de gente à procura deles. Confirmo que são lindos e espero conseguir arranjar mais em breve.

ufana

first sewing lesson

A E. tem um boneco eternamente por acabar, que enche e esvazia de espuma tantas vezes quantas as que eu encho os meus bonecos ao pé dela. Hoje pediu-me para o coser com linha. Quis coser-lhe os braços, as pernas, os olhos, o nariz e a boca (com muita ajuda minha, claro, até porque a cada ponto era preciso recuperar a agulha perdida no recheio) e ficou orgulhosa do resultado. Eu também.

curtas

Aposto que a E. não é a única cliente da Dodot que examina o conteúdo de cada nova embalagem de fraldas à procura das suas preferidas (actualmente são as dos macacos e as da vaca-mamã). Hoje disse-me (em Elvirês, claro) que queria pôr uma fralda do macaco que está a comer uma banana pela orelha. Nunca tinha reparado, mas ela tem toda a razão – só espero é que não experimente fazer o mesmo… Sinceramente preferia que, em vez dos animaizinhos potenciadores de birras (porque só quer pôr a fralda deste ou daquele boneco), a empresa se dedicasse a fabricar fraldas biodegradáveis ou, pelo menos, a fabricá-las com fibras recicladas, como já outras marcas fazem.

Dois bonecos em Avis.

Crafts Council: acabo de receber da Ana um desdobrável com as actividades promovidas por esta instituição – apetece ir a Londres só para participar.

dia não

A E. está muito constipada e por isso muito mais exigente do que o costume. Em vez de brincar 20 minutos sozinha por cada 5 em que brinca comigo esta manhã nada a distraiu o suficiente para me permitir fazer fosse o que fosse. O chão está coberto de livros, legos, lápis, peças de jogos, carimbos, pauzinhos (com que a E. adora aparafusar os parafusos do triciclo desde que viu o pai a montar um móvel) e papéis desde a sala até à minha secretária e eu tenho a opção do costume: na hora que me resta, arrumar ou tentar produzir alguma coisa?

Depois de ter publicado as instruções para fazer uma carteira de tetra pak, a Sílvia, a Miriam, a Marta, a Ana e certamente várias outras pessoas experimentaram fazê-las também. Ontem, para grande surpresa minha, encontrei destas carteiras de tetra pak à venda numa loja no Chiado a €6 cada uma. O que pensará a pessoa que as inventou?

Sara Fanelli: mais um livro para acrescentar à minha wishlist…