♥ krtek

krtek

O tempo que a E. passa em frente ao pequeno ecrã continua a ter regras bastante definidas. Televisão propriamente dita vê algumas vezes por semana entre as sete e meia e as oito da noite, porque me reconciliei com o segundo canal (tive resposta do Provedor) e acho óptimo o programa Ilha das Cores. Dvds vê às vezes, em alternativa ou quando lhe apetece (algumas vezes por semana). Se a quantidade de tempo que passa a ver desenhos animados não me é de todo indiferente, acho ainda mais importante a qualidade do que vê. Dentro das escolhas que lhe damos, o top do tempo de antena é liderado por uma ópera que ainda estimula horas de brincadeira e uma das personagens mais simpáticas da história da animação, que é a que dá o título a este post. A Toupeirinha foi-nos dada a conhecer pela Eva. É pacífica, ecologista, fá-la rir às gargalhadas e não impede nenhum mau de conquistar o mundo nem tem como objectivo de vida ser uma dona de casa perfeita (como a indescritível Cinderela II que, peer pressured, caímos na asneira de alugar um destes dias). Ao contrário de qualquer animação da Disney que eu conheça, os filmes da Toupeirinha são apropriados para uma criança de quatro anos. Claro que, ao contrário dos da Disney, deste lado da Europa não se vendem nas lojas. Até há pouco tempo só os encontrava em sites checos (para mim impossíveis de entender) mas, numa pesquisa recente, soube que há pelo menos um site checo bilingue (basta carregar na bandeira do Reino Unido) que faz envios para o estrangeiro (os nossos chegaram em duas semanas) e percebi que se vendem na amazon.de (com capas mais feias). As edições checas têm inclusivamente menus em Português e Inglês e também há uma edição japonesa, que tinha de ser a mais especial. Como a Toupeirinha e os amigos quase não usam palavras para comunicar não faz grande diferença comprar numa língua ou noutra: nós temos inclusivamente um em Polaco, gentilmente enviado (com mais algum delicioso merchandise) pela Júlia.

25 comments » Write a comment

  1. aah la petite taupe. il faut aussi découvrir les films d’animations de youri norstein. c’est époustouflant et je ne peux que te les conseiller.

  2. Por aqui também está tudo controlado através do dvd, mas às vezes tenho medo de ser um bocado fascista. Custa-me a censura.

    O que vale é que a minha cachopa até tem bom gosto, e não há grandes discussões:)

  3. A Toupeirinha, vê lá tu, faz parte da minha infância pré-leituras (ou seja, pré anos 60). Na época, havia livros suponho que em português e ainda me lembro deles e das histórias que contavam. Quanto ao boneco da toupeira, era o mesmo de agora.

  4. Essa animação parece mto interessante. Obrigada pela partilha… mas, relativamente à Disney, será q as criancinhas do tempo de Andersen ou Grimm ficavam traumatizadas com as suas histórias?!?

    É um facto q a Disney suavizou um pouco os enredos (sobretudo os recentes) p um público mais “susceptivel” mas ainda assim…

    Creio q as nossas crianças devem ter termo de comparação, escolher entre o q há de bom e de mau. Se aos 4 anos é cedo p isso, n sei, mas se é esperta p umas coisas será certamente esperta p outras.

    Gosto do seu blog, é simpático e tem posts interessantes.

  5. Na minha opinião tem de haver alguma disciplina e control sobre o que as crianças vêm , mas sem entrar em extremos, não vejo mal nenhum na história da Cinderela, fá-los sonhar, não há uma menina que não sonhe vestir lindos vestidos centilantes e muito cor de rosa ( para nós uma perfeita piroseira ) , faz parte do crescimento. Lembro-me nos meus tempos de criança ter de assistir ao programa de animação do Vasco Granja, hoje penso que era bastante pedagógico mas na latura era um grande sacrificio e só via porque dava imediatamente antes da “Candy Candy ” lá está, uma menina orfã muito pobrezinha que mais tarde se transforma numa linda princesa, hoje considero-me uma mulher sensível, a “Candy Candy ” não condicionou o meu crescimento intelectual.

  6. Obrigada, Filipa. Muitos dos contos do Andersen são aterradores e não me passaria pela cabeça lê-los à E. para já. Quanto às histórias tradicionais, que eram contadas a adultos e crianças e são muito politicamente incorrectas pelos standards actuais, é muito diferente ouvi-las da boca da mãe ou avó e sermos nós a imaginar as imagens de ver na televisão, fora do contexto afectivo de quando se conta uma história e, muitas vezes, sem um adulto por perto. E não acho de todo que se deva deixar a criança tão pequena escolher o que é “bom” ou “mau” em termos de televisão.

  7. Querida Rosa,

    agradeço este post, com todas as indicações sobre como encontrar DVDs da Toupeirinha. Juntamente com o Tigerente e o Paddington Bear, estes desenhos fazem parte das mais ternas memórias que guardo da infância. É óbvio que o Biscoito tem todos os livros, mas em alemão e inglês, porque em Português não há. Que saudades que eu tenho do Vasco Granja…

  8. Ana, eu também via a Candy Candy e vibrava com histórias de órfãs desgraçadinhas (a minha preferida sempre foi a Pequena Princesa, que hei-de ler à E. um dia). E a Cinderela da Disney existe cá em casa em DVD, ainda que a E. a ache muito assustadora. O filme que achei péssimo foi a Cinderela II, também da Disney, sobre a vida de casados da Cinderela e do Príncipe.

  9. Nada melhor que o Krtek nas bandas desenhadas, isso e’ verdade.

    O que reparamos antes de manda-los, e’ que ele faz coisas ‘de adultos’ – bebe vinho, da uma ajudinha no parto e etc. Foi isso que ca no Este criou uma expressao- “filme checo” a diferentes situaocoes da vida quotidiana. Dizer que algo faz lembrar um “filme checo”, significa que a dada situacao tem esse humor tipico de filmes checos.

    Beijinhos,

    tb para a E. e a A. ( que coitada ainda nao deve perceber nada de krteks)

    j.

  10. Rosa,

    Longe de mim achar q uma criança (seja de q idade fôr) deva escolher o q há de bom ou mau na Tv, n foi isso q quiz dizer. Acredito que, p.e., uma criança já saiba distinguir uma boa história (lida, neste caso) de uma má, simplesmente isso.

    Caberá aos pais avaliar a capacidade dos filhos de “compreenderem” certas histórias e qd as contar/mostrar.

    No entanto – e n falo do seu caso em particular – creio q há, actualmente, um excesso de zelo em relação a histórias mais “densas” e falta de vigia em relação a histórias mais “fúteis”.

    Aí, parece-me q a Rosa está no caminho certo, mas tb, é só a minha opinião.

  11. Rosa

    Eu sou muito menos fundamentalista e da minha experiência de mãe de 2 crescidos e de um de 3 anos acredito que não podemos/nem devemos controlar tudo. Quanto a mim educa-se pelo exemplo, não pela repressão, sempre lhes tentei mostrar o que é bom e dizer-lhes qd acho mau, mas sem lhes proibir o mau. Até porque isso resulta até talvez a escola primária. Os meus filhos mais velhos estudam no conservatório de música, desde pequeninos que foram assistir a concertos de música clássica e tiveram contacto com todas as formas de arte, mas gostam de musicas duvidosas e dos morangos com açúcar, a Carolina de 13 anos só le lixo, o João de 14 boa literatura. O Miguel de 3 é um leitor compulsivo.

    Assim eu acredito que lhes crio espírito crítico e que saberão distinguir o trigo do joio.

    Comecei este comentário para lhe dizer que há versões optimas em DVD/video do Pedro e o Lobo, uma do Sting, outra com a Eunice Munoz a narrar. Os 3 cá de casa gostam muito.

  12. Rosa,

    De facto referia-me á 1ª versão da Cinderela, não conheço a 2ª, ainda não tenho filhos mas tenho acompanhado de perto o crescimento de 2 sobrinhos,desde muito cedo que a família tentou orientá-los da forma que achamos ser a melhor possivel, acontece que agora que estão a entrar na pré-adolescência , tornaram-se bastante resistentes, a tudo o que tenha a ver com arte, o mesmo aconteceu a nível da alimentação, até ser possivel controlar foram duas crianças com hábitos alimentares exemplares, hoje são amantes de fast-food e assim que podem comem as piores porcarias… è cada vez mais dificil educar uma criança , mas sem dúvida que és uma mãe exemplar !

  13. Concordo com o comentario da Isabel Prata. Reprimindo so da revolta. O que mais adorei no meu crescimento foi a minha mae nao me proibir de fazer nada, sempre acreditou no meu poder de fazer decisoes acertadas. Quando adolescente nunca tive horas de chegar a casa, por exemplo. So me dizia o quanto a preocupava se eu ficasse ate tarde na rua. E tambem ha coisas viciantes nesta vida, como televisao, internet e… blogging.

  14. Por Falar em Internet. a L. que tem 4 anos navega na internet desdo os dois anos. Há sites fantásticos para os mais pequenos como o BBC KIDS ou a Rua Sésamo, que para mim é um dos melhores programas infantis da tv. O B. que agora já tem 20 anos e está no 3ºano de medicina, consumiu rua sésamo diariamente, tartarugas ninja e G.I.Joe e hoje é um menino sensivel, super inteligente e tranquilo.

    Que pensam sobre a internet e as crianças pequenas? já visitaram esses sites?

  15. olá Rosa,

    Comprámos a semana passada As coisas lá de casa Do joão Miguel Ribeiro e é o êxito do momento. Produto nacional, plasticina, umas cantigas enternecedoras.

    bjs

  16. Os meus 4 filhotes foram/são amamentados a Toupeirinha e outros deliciosos desenhos animados checos (não só) e ainda hoje acontece o pequenito, de 5 anos, estar a ver a toupeirinha ou o “pojdte si hrat pane” e acabar a família toda sentada a ver e a rir à gargalhada.

    Se alguém conhecer o SR. Vasco Granja entregue-lhe o meu agradecimento.

    KONEC

  17. Estou disponivel a arranjar DVD com Krtek (a Toupeirinha)a que quiser. Basta contactar julia.ruman@gmail.com

    Ainda nao investiguei bem o assunto, mas sei que diferentes teorias pedagogicas e estudos pedagagicos nas Universidades de todo mundo analisa se cada vez mais a questao de historias para criancas. Ha quem diga que e’ mau mostrar ou contar as historias de Grimm ou Andersen e etc mas ha tb quem mostre que nem sempre o resultado de escrever historias em que tudo e’ muito bom, nem sempre e’ ideal. As criancas depois nao tem a sensibilidade de destenguir o mau e o bom.

    Fiquei com vontade de investiguir mais o assunto:)

    Pessoalmente acho que depende muito da casa onde se cresceu e recebeu a educacao. Conversar abertamente com os filhos. Sobre tudo. Isso traz e trazera sempre bom resultados…

  18. Concordo, as crianças não têm condições de escolher pois não têm capacidade ainda de avaliar o que é bom e o qe não é. Sou terapeuta(da fala e arte terapeuta) e pedagoga, e considero por tudo o que estudei e experimentei nestes muitos anos de vida que a TV mais deseduca que educa.Um filme (DVD) bom é do Caillou- são pequenos episódios que abordam a vida em família de um menino de 4 anos. Aqui no Brasil temos uma série ótima “Cocoricó” que também tem em DVD.Tomara que tenha ajudado. Beijos, Betty Mello

  19. Cá em casa, a S. tem 4 anos e o M. tem 1. Ela vibra com as Winx e ele com o Noddy. Temos muitos dvd’s, e ela sabe escolher os que lhe metem medo (no topo da lista negra, o Monster Inc., o Peter Pan – odeia o polvo-, a Branca de Neve, todos alegadamente para crianças), e os que ela já percebe. Deixo escolher, mas gosto de perguntar sempre porque é que ela gosta de ver o que escolheu, e porque é que ela não gosta outros. No meio disto tudo há a televisão-lixo, e a televisão mais-ou-menos-educativa. E há os livros espalhados pela casa, as histórias contadas ao deitar, os livros de pintar, e a televisão desligada.

    Realmente é difícil saber o que é melhor para eles, tão pequenos e tão influenciáveis, mas tento nunca ficar indiferente ao que ela gosta de ver ou que rejeita. Parece-me que o mais importante, como aqui já foi dito, é tentar conversar sobre o que estamos a ver, porque afinal, lixo também nós passamos a vida a ver, a começar pelos noticiários da hora nobre… e pelos desenhos animados que víamos na infância (porque bem vistas as coisas, só víamos o Vasco Granja porque não havia mais nenhum canal para fazer zapping, nem dvds, e pelo menos eram bonecos a mexer…)

  20. Não resisti a deixar os nossos favoritos.

    Amamos tudo: o genérico, a música, as histórias, a relação, as vozes…

    As vozes! Deliciosamente doces. Tão doces.

    http://www.youtube.com/watch?v=emjzexAdm0c

    Esperamos que gostem também. Há em Português. Igualmente delicioso. No 2º canal. Havia, pelo menos…

    Mumy & Clã

  21. Pingback: A Ervilha Cor de Rosa » ▻▯:

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