pouco muito

babetes

A lição número um dos cursos de preparação para o parto devia intitular-se A maternidade e o tempo: gerir a frustração. Porque o Tempo (a seguir ao que se entende pré e pós-maternidade por Amor), o que se faz e o que se pode esperar dele, é o que mais muda. E a única maneira de não passar os dias frustrada (para mim) é mudar as expectativas e aprender a fazer (quase quase) tudo às prestações. Com ou sem Natal à porta. Por isso os bonecos continuam a ser feitos devagarinho e estarão aqui e nas lojas quando e se for possível, mas não antes.

(na foto, babetes novos para juntar aos outros)

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  1. Uma das coisas que mais me custou a adaptar depois de ser mãe, foi precisamente a questão do tempo a que referes. O tempo deixou de ser meu, os planos que faço valem muito pouco, mudam rápidamente :)

  2. Num dia faz-se tanta coisa, quando somos mães o ritmo é tão diferente, não sei como consigo dormir menos e não andar com sono, os dias tornam-se curtos de um momento para o outro, todos os minutos são aproveitados e no fim estou cansada e o dia parece que rendeu tão pouco…, é tão frustrante! O Natal também empata um bocadinho :-(

  3. Ai como vos compreendo e subscrevo!!!! Passei a ter plano A, B e C, e lidar com a frustração de não conseguir ter um D. É bom saber que existem pessoas com os mesmos problemas. Afinal não estou louca, apenas sou mãe! Beijinhos BD

  4. Sem dúvida foi a questão do tempo que me deu a volta à cabeça quando me tornei mãe. Já para não falar na desarrumação e desorganização a que já me habituei… Para combater a frustação também começei a fazer tudo às prestações e a fazer planos por defeito… Mas ser mãe é maravilhoso!

  5. Você disse tudo! E olha que estou começando a compreender como lidar com isso. Por mais que seja prazerosa a maternidade, e a minha vontade de estar 100% com o filhote, é frustante ver o dia passar sem poder realizar um projeto ou terminar os que ficaram pendentes. Mas acho que você tem tirado de letra a administração mãe-designer-mulher!

    bjs

  6. Pois, passando a publicidade, a primeira coisa que falo com “as minhas” grávidas é precisamente essa – como o conceito de tempo se altera profundamente com a maternidade, e como isso vai mudar radicalmente a nossa vida. As prioridades são outras e o tempo é medido de forma apertada.

    Parecem tópicos superficiais, mas estão na origem de muitas depressões pós-parto e de muitas frustrações nas mães, que se sentem na obrigação de serem super-mulheres. Quantas vezes enquanto os meus eram bebés chegava ao fim do dia sem ter conseguido sequer tomar um banho!

    Mães de todo o mundo, Uni-vos!

    :)

  7. Eu não sei, mas tenho a impressão de que não haveria curso com a virtualidade para nos preparar realmente para tudo o que espera uma mãe e um pai.

    Penso que nesta matéria só resulta mesmo o viver e aprender.

  8. Tens razão!

    Mas também és prova de que não precisamos deixar de ser quem somos… e “renascer” na maternidade significa, tambem, apesar das novas prioridades, manter a nossa integridade como mulheres… o tempo que “deixa de existir” deve ser sempre reinventado! Vê como vais tendo sempre tempo:)

  9. Concordo com a Rita, são outros parâmetros, outras prioridades e essa capacidade de gerir o tempo é melhor à medida que a família aumenta. Parece impossível mas é verdade. Ensina-nos a focar no essencial e a resgatar energia onde não a imaginávamos.

    E tu tens aproveitado muito bem o teu.

  10. Acho que a única coisa que ainda não consegui foi organizar-me de maneira a ter o dia repartido para tudo o que idealizo fazer. E esta tem sido a minha batalha diária.

    Admiro muito estas mulheres que com mais de um filho, cuidam e brincam com eles, tem um trabalho, trabalham em casa, cuidam da casa e ainda tem tempo para o lazer e o descanso.

    Rita também tive dias em que chegava o fim do dia e ainda não tinha tomado banho.

  11. é verdade! A mudança de prioridades é dramática. Por mais que desejemos ses mães nunca estamos realmente preparadas para uma mudança de prioridades tao brusca. Ficamos relegadas para último plano, nem sequer é o segundo!!! isso é mtas vezes frustrante, mas como os milhentos manuais e revistas sobre o tema me ensinaram, o melhor é mesmo respirar fundo e não fazer planos. Viver um momento de cada vez (repare-se que escrevi momento e não dia!)

    E alegria para olhar o futuro, que há-se ser melhor!… O presente fica lembrado pelos sorrisos, carinhos e gracinhas das nossas sementes! O resto não interessa nada! :)

  12. Percebo bem essa frustração, a humildade tem sido sem dúvida uma das maiores lições que vem com a maternidade… passamos mesmo para segundo plano! E ainda me revolto de vez em quando por não atingir os meus objectivos a que me proponho diáriamente, mas lembro-me de ter lido há pouco tempo um artigo sobre o teu trabalho no expresso e ter ficado a pensar.. devo estar a fazer alguma coisa mal, os meus dias não dão nem para metade do que a rosa faz! Os dias dela dão para tudo e mais alguma coisa, que mulher dinâmica! Invejei mesmo a tua energia!

  13. ser mae…mas que experiencia.nunca pensei que fosse assim.e acredita…passas mesmo para ultimo plano.nao da para fazer nem metade do que quero.mas estou a chegar a conclusao que o que interessa mesmo sao as sementinhas.e um dia vou recordar com nostalgia estes grandes momentos.ou talvez nao?o tempo dira.

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