mezio

mezio

mezio

No Mezio funciona aquela que é provavelmente a mais interessante cooperativa de artesãos do nosso país, a Associação Etnográfica do Montemuro. Por cima da loja fica o museu etnográfico, onde cada peça está legendada com o seu nome local (bem, tirando o triste neologismo trapologia que ainda estou para saber quem foi que inventou). Ou a região de Castro Daire é especialmente rica em tradições têxteis ou nenhuma outra das que visitei até hoje fez tão bem o respectivo levantamento. Percebi como se fazia a torcida dos fios fiados em casa (lá diz-se ugar os fios e torcê-los no fuso-parafuso), vi baralhos de agulhas de tricot talhadas em madeira de urze, meias especiais sobre as quais vou escrever mais a sério em breve e uma técnica de fazer mantas ou tapetes de malha com trapinhos pelo meio que pensava só existir no Algarve. Isto para não falar no ponto de crochet quebra-cabeças que ainda não consegui deslindar nem encontrar referido em lado nenhum, nas pulseiras e tigelas de tricot, nas colchas de puxados, nos naperons de papel recortado, nos alforges e nos tamancos de madeira e burel…

mezio

palhoça

mezio

9 comments » Write a comment

  1. A prateleira (na 2ª fotografia) fez-me viajar até à casa da minha avó paterna que, numa cozinha de áreas largas onde cabia um forno de cozer pão e onde se cozinhava em panelas de ferro com três pés, adornava uma prateleira com esses ‘naperons’ de papel recortado (mas isto muito mais a norte).

    A última fotografia é linda!

  2. Pingback: A Ervilha Cor de Rosa » nana menino:

  3. A casa dos meus avós tinha isso tudo e mais umas quantas capuchas das que falas mais abaixo. Memórias lindas, ricas e tão nossas! Muito obrigada por tentares manter viva tão belas tradições.

  4. Pingback: A Ervilha Cor de Rosa » tapetes de trapos presos:

Comentar