atavios

máscara ibérica

dos pés

Este ano choveu durante o Desfile da Máscara Ibérica e acho que vieram menos grupos que no ano passado, mas valeu na mesma a pena ir assistir. Quanto a malhas, vi de perto algumas meias rendadas, as luvas às riscas de um diabo trasmontano e vários xailes que feitos noutras cores e fios não destoariam nos melhores livros japoneses, mas o que gostei mesmo (depois do episódio dos tamancos de Baltar) foi de ver as madreñas e albarcas, umas aconchegadas com palha dentro, outras com escarpines de burel e as mais fantásticas forradas a pneu.

madreñas

Madrenas 2
Madreñas a uso nas Astúrias, por annemarievanl.

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  1. Os tamancos são um mundo. Fabulosa colecção de fotos que tem esta Annemarie Vanloenen. Adorei os Dalminis:)

  2. As madreñas são óptimas. Também tinha umas (que trouxe de uma aldeia próxima de Ponferrada, provincia “del Bierzo”) mas, infelizmente, ganharam caruncho. Este ano tenciono ir outra vez a Ponferrada e vou trazer outras. Até para decoração elas são giras…

  3. Rosa,
    Obrigado por compartilhar fotos e palavras: para quem nasceu do lado de lá (ou será de cá?) do Atlântico foi uma gostosa maneira de saber um pouco mais da NOSSA história, quando o Atlântico não tinha lados e a terra era uma coisa só…

    Não tive chance de dizer, mas no fim do ano passado estive rapidamente em Lisboa à trabalho e ressinto-me todos os dias de não tê-la ido conhecer na Retrosaria… E olha que além da vontade d’além mar, como estive na Pós dos Livros, estimularam-me muito mais a fazer uma visita.

    Outra será a oportunidade do Atlântico voltar a unir…

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