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tamanqueiro

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Apesar de não terem a qualidade das da Diane, não resisto a mostrar algumas fotografias que tirei em Baltar na oficina do Sr. João, tamanqueiro. Fomos recebidos sem a estranheza habitual por sermos de fora, o que é natural num artesão que recebe visitas frequentes e encomendas às quais não tem mãos para dar resposta (recentemente um visitante japonês quis comprar várias centenas de pares). O Sr. João não tem ajudantes nem aprendizes. O filho que aprendera o ofício morreu e os jovens de hoje querem empregos certos a ganhar logo um bom ordenado. Mas fazer tamancos não é como fazer carros de bois, ou outras artes que o progresso tornou obsoletas. Os moradores destas aldeias, como o Sr. Júlio e muitos outros que vimos passar, continuam a preferir os tamancos ao calçado moderno por protegerem melhor da humidade e do frio. E os que o Sr. João faz são tão bonitos, com a sua sola de amieiro e as tiras de pneu a aligeirar o passo, que nem na cidade parecem estranhos (estreei hoje os que de lá trouxe). Talvez os austríacos pudessem importar o Sr. João e o seu património imaterial por preservar…

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