esta camisa

camisa stefanel 1991
Saber que o projecto gráfico era do Jorge Silva foi razão suficiente para espreitar o número um da nova revista Prima. Mas honestamente o que mais me marcou e motivou este post bastante tonto foi visitar o site e deparar-me com esta imagem, tirada de uma revista Activa de 1991. Esta camisa. Não sei porquê tenho uma memória particularmente nítida desta camisa. Lembro-me de a ver a uso por várias pessoas (não sei se conhecidos, se desconhecidos), de reparar nela e de achar que era toda uma moda desse ano. Provavelmente até tive pena de não ser rapaz para usar uma, certamente não sabendo que era da Stefanel e que custava mais de treze contos (!), e não sei se combinaria com as calças elásticas pretas e botas Dr Martens que eram o meu uniforme de todos os dias. Agora olho para ela e vejo as semelhanças óbvias com os motivos das chitas ditas de Alcobaça, uma das minhas obsessões têxteis de sempre (mas não propriamente aos quinze anos) e dezasseis anos depois dou por mim com este velho vestido onde até as cores são quase as mesmas. Se conseguisse descobrir o álbum mental de referências gráficas da minha vida esta camisa tinha provavelmente, sabe-se lá porquê, direito a página inteira.

o chocalho

o chocalho

Foi em boa parte graças a este homem que no Verão tive, com a Diane, uma das experiências mais marcantes da minha vida. Se fosse antropóloga teria de lhe chamar informante, assim digo com orgulho que é um amigo. Quis oferecer-lhe uma prenda que lembrasse este Verão. Foi feita de encomenda pelos Chocalhos Pardalinho, que um chocalho para oferecer a um pastor da Serra da Estrela não é igual ao que se daria a um pastor de outro lado: são diferentes os tamanhos consoante os animais e alturas do ano, são diferentes os feitios, é diferente a coleira com os seus atilhos de couro em vez de fivela. Todos nos emocionámos no momento da oferta.
É uma prenda importante, disse o António, com os olhos mansos que traz sempre a espelhar o céu.

konec

pojd'te pane

Vasco Granja tinha razão: pode ser-se culto visualmente. Uma cultura visual rica pode conduzir a um gosto pelas coisas bem feitas e bem desenhadas, imaginativas e belas. Uma cultura visual rica pode dar-nos um mundo melhor, e isso pode começar a um sábado de manhã, com uma selecção de obras de arte muito diferentes umas das outras.

Faço minhas estas palavras do Rui Tavares, na Crónica sem dor do Público de hoje.

E agora vejam um excerto de Potkali se u Kolina, realizado nos anos 60 por Bretislav Pojar e Miroslav Stepanek, da magnífica série Pojd’te Pane (um êxito cá em casa):

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foto beleza

foto beleza

Quem, como eu, andar por estes dias a divertir-se com o Geni e tiver família portuense, tem mais uma razão para explorar o Espólio Fotográfico Português. Na secção fotos de antepassados há 233629 retratos, muitos deles pesquisáveis pelo nome. O site permite encomendar impressões em três tamanhos (não diz em que tipo de papel ou com que qualidade). A página de ajuda e perguntas frequentes ainda não tem informação, mas é muito interessante ver surgir finalmente este tipo de serviços por cá, à semelhança do que fazem por exemplo os arquivos norte-americanos.

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