Dec
22

Lewis, James Otto, Chippeway squaws, 1826.
Há já uns meses que não partilhava aqui imagens de um dos meus temas preferidos, o da história das técnicas de babywearing dos vários continentes. Aqui ficam mais duas gravuras, uma da América do norte no século XIX e outra de Itália no século XVIII. Nesta altura, ambas me parecem muito natalícias.
Continuar a ler »
Nov
04

Muitos muitos metros de galão correram por aqui nos últimos dias e não deixaram tempo para muito mais, mas na loja há finalmente (depois de muitos pedidos) slings para brincar.
Sep
09


A propósito do destaque aos meus baby slings dado pelo Jornal de Notícias na edição de hoje, mais algumas imagens que mostram como o babywearing não é uma moda mas uma tradição mundial e milenar. Têm em comum o serem da autoria de fotógrafos profissionais. Por ordem:
Woman with Child, de Moira Forjaz. Ilha de Moçambique, 1982. O bebé está sentado numa capulana atada a tiracolo, fazendo o mesmo efeito de um sling.
La Chanca, de Carlos Pérez Siquier. Espanha, anos 50-70, em que se vê o bebé preso pelo xaile da mãe segundo uma das técnicas usadas um pouco por toda a Europa até muito recentemente e que, apesar de não se perceber pela fotografia, também deixa as mãos livres.
Continuar a ler »
Aug
01


Continuando com a história da capulana, falta entre muitas outras coisas dizer que ela se separa em duas famílias culturalmente distintas: a da capulana propriamente dita, a que também se chama pano (por exemplo em Angola), pagne (nos países francófonos) ou chitenge ou kitenge (Zâmbia, Namíbia, etc.), cujo padrão pode ter dimensões variáveis e incluir ou não barras longitudinais, e a kanga, cujo padrão coincide com os cerca de dois metros de comprimento do pano, tem uma barra a toda a volta e, muitas vezes, uma frase inscrita (aqui há muitos exemplos). No Brasil também há cangas, mas sobre elas não sei grande coisa.
Uma das kangas que tenho é a da segunda fotografia. Foi trazida de Moçambique e é horrivelmente sintética, mas tem um motivo irresistível. Diz MUARA INTAMUENE ORERA (intamuene quer dizer amigo, o resto não sei). As kangas são usadas sobretudo nos países situados a norte de Moçambique.
A capulana da primeira fotografia também veio de Moçambique. É de algodão e é estampada pelo processo convencional, e não em batik como os outros tecidos africanos. Não sei se me engano muito se disser que em Moçambique, onde o comércio de tecidos está há séculos na mão de comerciantes indianos, os tecidos estampados têm maior importância que os de batik, mesmo que os motivos de uns e outros sejam semelhantes. Aliás, se se andar à procura (eu tenho andado) em fotografias da primeira metade do século XX, o que se vê são tecidos tradicionais de tear e depois também muitos estampados com ar português, impossíveis de distinguir a olho nu de chitas como estas:
Continuar a ler »
May
16

Tão confortável como há ano e meio.
(Novos slings na loja).
Apr
29

A minha colecção de imagens de babywearing em Portugal vai crescendo aos poucos. Esta, da Figueira da Foz (creio que nos anos 30), foi descoberta por acaso pelo F. numa colecção de fotografias pouco maiores que uma carteira de fósforos. O bebé, que mal se vê, está aconchegado no xaile de uma menina que admira uma venda de brinquedos de madeira na esplanada da praia.
Mais bebés slingados e satisfeitos e mais slings na loja.
Continuar a ler »
Apr
17

Não há semana em que não acrescente imagens ao meu arquivo virtual de história do babywearing. As de hoje são da Ilha Formosa (vulgo Taiwan), e vieram deste arquivo dedicado à história da ilha. Graças a um comentário de uma leitora (obrigada, Maria!), há dois dias fiquei também a conhecer estas todas, das quais a primeira é mais uma prova de babywearing ibérico (assunto a desenvolver um destes dias).
Na galeria de clientes satisfeitos também há cada vez mais imagens bonitas. Obrigada, Ana e Natascha.
Ah, e na loja há slings novos.
Continuar a ler »
Mar
28


Mãe, o namorado da Kim Possible também tem um sling!
Claro, quem é que derrotava tantos mauzões com golpes de ninja se estivesse a empurrar um carrinho ao mesmo tempo?
(na loja, mais um)
Mar
25


Mais quatro das muitas imagens de porta-bebés tradicionais que tenho coleccionado. Na última, umas surpreendentes calças porta-bebés polares.
No presente e mais próximos, bebés nos meus slings: Uma de mim, Viagem a dois (na praia também), Le monde de Zuza, Mundo Perfeito e mais.
Continuar a ler »
Feb
13

…em gravuras dos séculos XVIII e XIX.
Mais duas mães que leio:
Obra da mãe, aliás tri-mãe, que tenho a sorte de conhecer em pessoa e que (ao contrário de mim) parece não ter perdido nem um neurónio pela(s) placenta(s).
Kdunk: amor de mãe por (e bem) escrito.
Continuar a ler »