E é esta luz que me acompanha e nunca mais me larga…
Raul Brandão, As Ilhas Desconhecidas. 1926.


Parto para os Açores, onde nunca estive. Uma semana para participar no Prenda com alguns workshops e para ver de perto coisas há muito tempo na minha lista. Continuar a ler…
Já é tarde, temos de ir para Lisboa. Está quase a anoitecer.
Ah! Viste aquela senhora? Estava a fazer meia? Páras o carro? Vou a correr, não demoro.
D. Cassilda, de capucha encaixada no ombro como a Daniela também já viu usar lá em cima, ia a fazer renda enquanto o pequeno rebanho pastava. Também faz meias, que a lã das suas ovelhas é boa, mas não calhou neste dia. Talvez da próxima…
Depois de uma semana no Minho, passámos uma noite no lado trasmontano do Gerês, à vista de uma paisagem de cortar a respiração. Por sugestão da Daniela, ficámos alojados na tranquila e acolhedora Oficina do Joe.
Choveu no dia em que os ranchos dançaram em Carreço mas fez bom tempo na noite do leilão organizado anualmente para custear as festas. Depois de um ano a passear pelo interior e a conviver com serranos achei diferente este Minho junto do mar, apesar de ser o da minha infância. Aqui as línguas são mais afiadas e as invejas desfiam-se em público enquanto se experimenta na loja o traje para as festas. O esmero surpreendente que as nortenhas sempre puseram no vestir explica tanto o brio das mordomas como o look Rosinha, agora predominante. Só aqui se passa de um para outro e do shopping para o rancho com esta saudável naturalidade. Continuar a ler…
Duas semanas. As férias mais longas e melhores que fiz em dez anos. Uma travessia do Norte de Portugal, do mar de Carreço aos caminhos de Miranda do Douro, das terras dos espigueiros às dos castanheiros, dos fusos de carvalho aos de freixo, da lã de ovelha à lana das canhonas. Muito para mostrar e contar nos próximos dias. E, pela primeira vez, a certeza de que a vida do campo me servia.
Sem imagens do Museu do Traje, porque continua a não se poder fotografar lá dentro. Para compensar já há catálogo e a exposição é muito bonita. Em cima, um prato do Museu de Arte e Arqueologia, e a seguir um chão da Igreja de São Domingos. Os mosaicos hidráulicos de Viana desaparecem de ano para ano: estes já lá não estão… Continuar a ler…
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Tags: minho, viana do castelo
Andamos pelo norte e vamos de Carreço a Miranda do Douro. Este blog será retomado dentro de momentos, assim que nos cruzarmos com o próximo hot spot.