Xyz… - arquivo

vida na cidade

vida na cidade

Têm sido uns dias invulgarmente domésticos, a limar as últimas arestas do livro*. Estas semanas custam a passar. Em vez de o processo ser como o de um bolo, que se põe no forno e se vai lá buscar algum tempo depois, já pronto, é mais como o de um gelado: bate-se bem, põe-se no frio, vai-se buscar e bate-se outra vez e volta-se a pôr no congelador e repete-se o processo vezes sem conta para ele ficar macio e sem cristais de gelo por dentro. A minha paisagem boa parte do dia é esta. Tem A Vida no Campo, o disco do Tiago que também está quase a sair, as etiquetas da Mirandesa e da Bucos, uma alpaca e um pastor, uma menina do Barroso ou lá perto…

*O livro já aparece em pré-venda nalguns sites, mas vou esperar até poder mostrar a capa para fazer o mesmo na Retrosaria.

de 2012

a em miranda

Em 2012 tive saudades de ser assídua por aqui. Mudei de casa e de vida. Tive chatices sérias. Vi ovelhas serem enfeitadas como árvores de Natal. Escrevi um livro (está quase quase). Ouvi tocar e cantar como nunca antes. Fiz centenas de quilómetros de malha em autocarros e combóios. Vivi.

Bom 2013!

fia 2012

manta

manta

Estas duas mantas alentejanas não estavam à venda na FIA deste ano. Eram decoração num stand de promoção a alguma coisa de comer ou beber do Alentejo. Nem estava lá a Mizette Nielsen com as de Monsaraz, nem a Cooperativa Oficina de Tecelagem de Mértola. A representação da tecelagem alentejana este ano ficou a cargo do Carlos Rosa e das suas três belíssimas mantas de lã fiada à mão. Há cada vez menos artesãos rurais na FIA, e fazem falta. Também os pavilhões internacionais ficaram reduzidos a um, sem grandes surpresas relativamente à edição anterior. O meu stand preferido, de onde no ano passado tinha trazido umas lindas tulmas, é o do projecto argentino Marias Mosca.

um dia acordei

sair

entrar

numa nova casa e numa nova vida a dois e a cinco, num bairro novo com ruas e lojas por explorar, com novos projectos e um futuro inteiro pela frente.

outras crianças

outras crianças

outras crianças

Regressada ao continente depois de uma semana inesquecível. Na EBI Canto da Maia, em Ponta Delgada, dei pela primeira vez um workshop a um grupo de crianças. Continuar a ler…

tempo

trapo

outono

Chegaram os meus 36, os 5 da A., o outono, as meias e as botas. É tempo de subir à serra.

bn

do tempo dos mesteirais

De volta à BN para uma longa e proveitosa jornada de leitura. Quem diria que aqui mesmo na freguesia de Santa Catarina, no início do século XVIII, havia três mesteirais fazedores de meias? Continuar a ler…

desabafo

mal estar

mal estar

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exílio

exílio

Foram 20 anos de ausência. … Tornaram-me a vida impossível.

Vinte anos de exílio político tornaram-lhe impossível integrar-se e reconstruir a carreira no Porto quando uma amnistia permitiu que regressasse para junto da mulher e dos filhos. Viu-se obrigado a partir novamente para o Brasil, onde viria a morrer nove anos mais tarde.

Celebremos, hoje e sempre, a liberdade de opinião. 25 de Abril Sempre! Continuar a ler…

fazer é saber

tapeceiros

tapeceiros

CORREA, Vergílio (ed.), Livro dos Regimentos dos Officiaes mecanicos da Mui Nobre e sempre Leal Cidade de Lixboa (1572). Coimbra: Imprensa da Universidade, 1926.

A minha leitura mais interessante de ontem (quem diria que os fazedores de colchas – noutras páginas – eram uma categoria profissional tão importante na Lisboa do séc. XVI que tinham regimento próprio?), e dois links para pensar:

Vienna apprenticeships: um mini documentário da Monocle (encontrado via Craftism) sobre o sistema de aprendizado austríaco, que ocupa 40% dos jovens após a conclusão do ensino obrigatório (aos 15 anos). A Áustria tem uma população pouco mais pequena que a portuguesa e a terceira taxa de desemprego mais baixa entre os jovens em toda a Europa.

A Recipe For Educational Mediocrity: de como a universidade parece ter-se tornado o oposto do que devia ser.