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da tia lina

quadradinhos

Na família da minha mãeuma mulher que tenho particular pena de não ter conhecido. Irmã da minha bisavó, a sua memória persiste tanto pelo percurso pessoal de exilada política durante a ditadura como pela dieta excêntrica de chá, torradas e alcachofras que consta serem tudo o que ingeria nos últimos anos de vida, como ainda pelas muitas peças que coseu ou bordou ao longo da vida, algumas das quais sobrevivem a uso nas nossas casas ainda hoje. Descobri numa das últimas idas ao Porto as caixas em que coleccionava recortes de jornal sobre a história dos tapetes de Arraiolos e das colchas de Castelo Branco, projectos de bordados e figurinos de revistas. A manta de retalhos das fotografias foi feita pela tia Lina entre os anos cinquenta e sessenta (a julgar pelos desenhos dos tecidos), provavelmente no Brasil, e os tecidos de viscose que usou seriam provavelmente de mostruários pertencentes ao meu bisavô, mas isso é uma parte da história que ainda tenho de investigar mais a fundo.

pormenor

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