meias

meias

Levar para Lebução o projecto das meias foi uma decisão ainda mais acertada do que tinha suposto. Por lá tricotar meias sentada na soleira da porta é banal e trazer na mala lã e cinco agulhas é cartão de visita e assunto de conversa num sítio onde apontar a máquina fotográfica a uma parede dá muitas vezes direito a um sobrolho desconfiado. As meias de lã são mesmo do pouco artesanato que se vende na região, mas isso é tema para outro dia. As minhas foram usadas assim que ficaram prontas e gosto tanto delas que já estou a fazer outras. Por falta de experiência não as fiz com as riscas iguais numa e noutra, mas da próxima já sei. A lã, magnífica, é uma Trekking XXL.

Depois de passear por muitos sites sobre o assunto comprei o livro Folk Socks: The History and Techniques of Handknitted Footwear e recomendo a quem queira iniciar-se também.

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anatomia da meia

meias portuguesas

meias portuguesas

Por volta do tempo em que os animais falavam também andava de meias feitas à mão. Em Reguengos de Monsaraz a minha mãe comprava-as às senhoras que as tricotavam e lembro-me de como eram macias por dentro dos tamancos. Fui buscar um dos pares sobreviventes para ver como eram feitas: do cano para baixo, e com uma linda espiral de k2tog na ponta do pé. Encontrei outras, de lã, também portuguesas e trazidas já não me lembro de onde, que usei como chinelos até terem ido por acidente parar à máquina de lavar. A que fiz ficou pronta entretanto.

Mais: senhora a fazer meia no nordeste transmontano (fundo da página) e uma formação para meias de cinco agulhas decorrida em Gouveia em 2003, que não me importava de ter feito (não sei se por cá já se começou a desenvolver o turismo ligado a este género de coisa, mas lá fora é uma realidade).

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está de chuva

crowd

uma meia meia feita

O tempo não está para passear nem para tirar fotografias aos bonecos que estão prontos. Por outro lado, está mesmo bom para tricotar. Ainda não comecei as meias perfeitas que vou fazer em Junho (já tenho na mala os novelos certos e umas lindas dpn em bambu) mas já aprendi que podem ser feitas a partir da perna ou da ponta do pé, fórmulas de cálculo para o número de malhas e variações sobre a curva do calcanhar. A minha meia de teste (que não vai ter par porque é feita com o que sobrou de um casaco da E.) segue à risca as instruções da Wendy D. Johnson (Detailed Toe-up Sock Pattern). Quanto às que farei a seguir, o mais importante é que sejam mesmo para usar.

Sobre o assunto: on wearing handknit socks e handknit socks + shoes.

meias

retrosaria

Não tive tempo hoje para fazer a planeada actualização da Retrosaria, mas entre as novidades que ficam para amanhã estão sacos japoneses como este, que é o que vai transportar os meus planeados tricots. A propósito destes (obrigada por todos os links e sugestões) e, mais precisamente, de meias tricotadas, para além do padrão, preciso de escolher a lã. Para baralhar, o melhor é percorrer os posts da Jane sobre o assunto, onde as lãs são sempre muito mais bonitas do que nos sites que as vendem. Balanço entre a linha da Regia com cores Kaffe Fasssett (Inky socks), uma Trekking XXL (Juicy socks), a Lana Grossa (Marmalade socks) e queria ler Finlandês para fazer estas com uma Colinette Jitterbug.

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campo

alhos vedros

alhos vedros

Não me lembro de em pequena ser grande fã de cavalos, mas agora impressionam-me. São outra medida do espaço e do tempo pré-industrial, como o pão feito em casa e a roupa cosida à mão.

Já a tomar o gosto a uma semana de férias que aí vem, apetece-me levar agulhas e lã para fazer meias, mas como serão as primeiras preciso de um bom modelo e não sei por onde começar (sugestões?).

Pub:

Recebi da editora para oferecer aqui (!) um exemplar do livro The Friday Night Knitting Club. Ainda não o li, mas consta que é chick lit com tricot pelo meio, e que é divertido (vou sorteá-lo no fim de semana entre os interessados que deixarem um comentário neste post).

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aprendiza de feiticeira

tricot

A minha menina cresceu de repente. Nos últimos meses aprendeu tantas coisas que parecem demais. Quero listá-las e perco-me. Aprendeu cada um dos meus gestos a tratar da irmã e imita-os ao pormenor. Faz-nos rir (e às vezes perder a paciência) com o jeito para argumentar e regatear, surpreende-nos com os desenhos, as histórias, as associações de ideias, o vocabulário e a destreza de mãos. Ontem, para minha surpresa, estreou-se no tricot.

oficina fio

oficina fio

oficina fio

Há algumas semanas fui contactada pela Tita Costa, que se dedica a tingir lãs com pigmentos naturais. Pedi-lhe algumas amostras e fiquei rendida – já estou cheia de vontade de pegar nas agulhas de tricot* outra vez. As cores são lindas e ainda gosto mais delas por saber que são obtidas com feijão preto, uva tintureira, cebola, barba de milho, casca de noz, hera…

Como já recebi várias vezes emails de pessoas à procura de lãs bonitas cá em Portugal, aqui fica o contacto: oficina.fio@gmail.com.

*por falar em tricot, olá Ana, estavas muito linda na revista do Expresso este Sábado.