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current obsession

Para não parecer que só elogio a Toupeirinha, aqui fica a devida homenagem à série Phineas e Ferb. Os desenhos não me cativaram logo, mas ao fim de alguns episódios estava tão fã como o resto da família. Para além da qualidade dos argumentos, da caracterização das personagens e das músicas, vale a pena destacar o excelente trabalho da tradutora Ana Rita Santos e da equipa de dobragem, que conseguem fazer com que nem se tenha vontade de ir ouvir o original. A E. adora as construções impossíveis, a A., as cantigas mais lamechas, e nós, o vilão.

A propósito de construções, vejam-se as esculturas marinhas de David Edgar. Apetece encomendar o livro e fazer também.

antes e depois

before

and after

Daqui a poucas semanas haverá menos cartão cá por casa. Quem me vai lendo vê-o aparecer com frequência ( ) mas não sabe nem a desarrumação que provoca nem tudo aquilo em que se transforma diariamente. Nessa altura (mal posso esperar), os tecidos e os respectivos cartões vão estar lá em baixo, mas vamos continuar a usá-los. Aliás, acho que ainda não o tinha dito aqui, vai haver um quarto para a E., a A. e os meninos que nos vierem visitar poderem brincar à vontade.

Os novos tecidos da Retrosaria estão aqui. Read more →

quer

quer

quer

Quase a fazer três anos, a A. pediu de prenda um embrulho muito roxo e amarelo. Depois de alguma insistência, percebi que lá dentro deverá estar um bebé, pelo que rumei à Quer para o descobrir. A Quer está fora dos meus percursos habituais mas é a minha loja preferida de brinquedos. E não é só por ter nascido com os meus bonecos lá dentro. Trouxe o bebé (o embrulho roxo e amarelo fica para posterior produção caseira), os cubos mais bonitos de sempre e fiquei a namorar este jogo de animais para o natal. Read more →

dia 1

sol

☐☐☐

Correu bem, o primeiro dia de escola. A E. começou contente a primeira classe, entregue a uma professora que me inspira confiança e a A., também em boas mãos, teve o primeiro dia do resto das nossas vidas. Despediu-se de nós com o ar sério que usa fora de casa e séria estava quando a fomos buscar. Fotografei-a de manhã, antes de acordar, na posição totalmente descontraída em que ainda dorme, porque não tarda muito, sem que dê por isso, terá deixado de ser o meu bebé.

primeira vez

almofada

almofada

Era para ter sido um cobertor para as bonecas mas pelo caminho passou a almofada. A parte da costura foi toda feita por mim, claro, mas a composição dos tecidos é trabalho dela. A experiência ocorreu-me ao ler os relatos das senhoras de Gee’s Bend sobre como fizeram os seus primeiros quilts. Achei que seria interessante ver o que faria a E. com os restos dos restos dos meus tecidos (primeiro pensei em dar-lhe o monte dos triângulos mas depois achei que era melhor começar com uma escolha mesmo muito limitada e tecidos mais simples). Expliquei-lhe sucintamente o conceito de bloco e que convinha os blocos serem de tamanho aproximado para se poderem unir facilmente. Não lhe pedi para fazer bonito, só para escolher o que lhe parecesse melhor. Usou o que tinha e só se queixou da falta de vermelhos. Para mim foi estimulante vê-la preencher o espaço com o à-vontade que usa para desenhar e, depois, um desafio unir os blocos sem que se perdesse o movimento dos tamanhos diferentes (quase só usei costuras curvas). No fim, acolchoei à mão de forma muito livre e com pontos ligeiramente maiores do que os que uso habitualmente. Read more →

en récup

linda

en récup

en récup

A A. vai pela primeira vez para o infantário dentro de dias e a um mês dos três anos. Por muito que precise do tempo e que ache que é a altura certa, boa parte de mim não está preparada para a ter longe tantas horas. O material pedido pela escola é pouco e faço questão de o reunir sem compras: o primeiro item da lista (um babete de enfiar pela cabeça) fi-lo com uma t-shirt velha. A ideia de certeza que não é nova e parece-me boa. Limitei-me a cortar a t-shirt do feitio certo e, para ter a certeza de que não desfia demais, a percorrer a orla com um zigue-zague feito com ajuda do precioso walking foot. Read more →

costura

first time

A E. estreou-se a combinar retalhos e eu avariei a máquina de costura enquanto os juntava. Como a minha nova velha máquina tem um prognóstico reservado, comecei imediatamente à procura de alternativas, enquanto estranhava ninguém me atender o telefone das lojas Singer de Lisboa: uma máquina nova com funções a mais? Outra máquina antiga doméstica? Ou industrial? E onde comprar? As máquinas mais modernas não me atraem nada. Podem ser o sonho de quem leva o quilting mais a sério mas não têm charme nenhum. Por outro lado, comprar uma máquina em segunda-mão é sempre um risco. Enquanto percorria sem grande entusiasmo os sites nacionais de leilões liguei ao Sr. Pinheiro, que conserta máquinas de costura em Lisboa e que me foi gentilmente recomendado pela Joana Gama. Tenho a máquina composta, limpa e afinada, e confirmei as suspeitas de que a Singer portuguesa está mesmo a fechar. É uma notícia triste e absurda, tendo em conta o novo mercado que a marca não soube aproveitar, e que vem complicar a vida não só a quem usa as máquinas como a quem as compõe (mais dificuldade em encontrar peças, acessórios, assistência…). E agora?

Yesterday I gave E. a few scraps of fabric to play with and asked her to put them together anyway she liked so that we could make a quilt for her dolls. As I was piecing them according to her instructions my machine broke. I had it fixed today by a nice old man who makes a living from repairing sewing machines at people’s homes. He told me Singer is closing all their shops and offices in Portugal. This is both sad and very surprising, considering it has always been the leading sewing machine brand in Portugal and that the in last few years so many people took up sewing…

sns

sistema nacional de saúde a funcionar

A E. foi chamada ao centro de saúde do bairro para o exame global dos 5/6 anos (cuja existência desconhecia). Esperámos menos antes de sermos atendidas do que acontece em geral no consultório particular da pediatra que a segue. Foi vista sem pressas por uma médica motivada, afectuosa e atenta. Gosto de acreditar no Sistema Nacional de Saúde.

brincar

brincar

instrumentos

Por muito satisfeita que esteja com a escola que a E. frequenta e onde a A. entrará em Setembro, ao fim de umas semanas em casa sem aulas (nem outra ocupação que não os passeios possíveis) volto à convicção de que a escola, por boa que seja, tolhe. Libertas de todos os horários, actividades e orientação (connosco a tentar trabalhar por entre a desarrumação galopante), não me lembro de as ver tão entretidas, autónomas e criativas como nos últimos dias.

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