agora vê-se, agora não

agora vê-se, agora não

Prédio em obras:

Não se importa que tire umas fotografias aqui a este chão?

Ah, tire à vontade. Isto é tudo para arrancar. Chão, porta e tudo.

Para arrancar? Mas a porta está óptima e é tão bonita.

Bem, a porta talvez tenha arranjo, mas o chão é que vai de certeza

Espero que voltem a pôr do mesmo material, ao menos.

Ó menina, isto já nem se fabrica!

Blá blá blá blá, em Estremoz, blá blá blá Lúcio Zagalo, e blá blá blá blá…

10 comments » Write a comment

  1. Infelizmente o que é antigo é emparedado e não respeitado.

    Como o caso da “Camponesa”, que reabriu sem os azulejos lindos que estavam na parede, (ou foram emparedados com a madeira, o que é menos mal, ou foram mesmo retirados).:(

  2. Pois é. Infelizmente estamos na era das Expo’98, estádios de futebol modernos, centros comerciais…

    O passado esquece depressa… senão vejamos, tudo o que os portugueses conquistaram nos Descobrimentos e que por estupidez perdemos, faz parte de uma história tão longínqua que nem lembra ao diabo!

    É por isso que continuamos a repetir os mesmos erros: temos memória de peixe!

    Também gosto muito de mosaico hidráulico e acho que tenho aqui algures umas fotos do chão do Palácio do Vidigal, em Vendas Novas (Alto Alentejo), que era a casa de campo do Rei Dom Carlos. Infelizmente está “abandonado”.

  3. Posso dizer que no caso da camponesa, as obras foram “meticulosamente” supervisionadas pelo IPPAR. Que apenas prestam supervisão, pois apesar de ser classificado como de “interesse nacional”, os proprietários não recebem qualquer tipo de apoio para recuperar esse mesmo património…

    nem aconselham onde é que se pode obter objectos ou materiais. Os proprietários é que tiveram que andar a correr as feiras todas para arranjar candeeiros iguais…

    e isto tem ainda de ser conciliado com normas da ASAE. Certamente que não lhe interessa se um mostruário de comida é Arte Nova se não for em aço inox e refrigerado, assim como também não iriam gostar de encontrar bilhas de leite refrigeradas numa enorme pia de pedra cheia de água fria, como se fazia antigamente nesta mesma leitaria…

  4. Lamentável, sou arquitecta, e a construção e arquitectura tradicional uma paixão. Confronto me muitas vez com este problema, infelizmente para a maioria esmagadora dos pedreiros e empreiteiros, deitar integralmente abaixo e fazer de novo, é mais fácil e mais barato….assim vamos perdendo um património que é de todos nós! Por vezes temo que seja uma guerra perdida, mas não desisto de ir ganhando algumas batalhas! :)

    Parabéns pelo blog e pelo seu trabalho…no minimo delicioso!

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