fiar sem roca

d. deolinda

d. deolinda

d. deolinda

No Mezio, na Serra de Montemuro, fia-se a lã sem roca. Usa-se um pequeno cesto no braço esquerdo para guardar a lã e um fuso de urgueira (fuso de tipo 2 segundo as normas oficiais para estas coisas). A grande diferença deste processo está nos gestos com que se prepara a lã antes do momento da torção: sem nunca largr o fuso da mão direita, usam-se ambas as mãos para criar uma longa mecha, que é depois rapidamente torcida e enrolada no fuso. Os gestos hábeis da D. Deolinda mereciam um vídeo melhor, mas fica o registo (vale a pena ouvir com atenção a conversa):

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  1. Rosa, your link “fuso de urgueira” seems to be broken. Looking at the video, I’m not at all sure I understand how she’s spinning – looks like the spindle is just a tool for winding the yarn on?!

    • Hi Francesca, the link is working now :) She does use the spindle to twist the yarn. The interesting thing about this process is that instead of drafting the fibers with the left hand while twisting with the right hand she prepares a long “pre-yarn” with both hands and then spins it in just a few seconds.

  2. Na nossa ilha usava-se o fuso parecido com este. Em madeira, difere ligeiramente deste, segundo me parece. O da minha avó, que conservo, embora com a ponta superior partida, tem na base uma “rodela” de madeira que serve para segurar a lã. O processo é idêntico. Não me lembro de ver rocas por cá. Os termos: ugar, cardar, e fiar são comuns. Cá na nossa ilha são típicas a camisola à pescador, os meotes (meias/peugos) e os barretes. A lã é desta cor, castanha ou cinzenta, nas suas cores naturais. A minha filha mais velha quando foi estudar p/ Lisboa levou um conjunto de camisola e meias, bem quentinhas. E a Barbie teve direito a um conjunto miniatura que ainda se fazem e costuma estar à venda cá na ilha. Quando eu era pequena a minha avó fazia “meotes” e enviava p/ vender em S. Miguel, a ilha vizinha. Um contributo p/ a economia familiar

    • Natália, obrigada por um comentário tão rico e interessante! Os fusos de que fala devem ser mais semelhantes a estes, que se usam por exemplo em Trás-os-Montes, com cossoiro ou volante na base da haste.

  3. O fuso que tenho, é, de facto, mais parecido com estes, com volante. Mas a rodela é ligeiramente maior e termina com ponta. De resto, o processo das minhas avós era idêntico ao das senhoras.

  4. Pingback: fiar na ilha do Pico | A Ervilha Cor de Rosa

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