play station

ela

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Há meses que tinha prometido à E. ensiná-la a coser à máquina. Usei quase o mesmo método dos workshops e deixei-a à vontade com meia dúzia de retalhos para praticar. Ontem de manhã disse que queria fazer um saco. Achei que seria complicado mas dei-lhe os materiais e deixei-a outra vez sozinha, só com algum receio de que furasse os dedos. O resultado surpreendeu-me.

Na véspera tinha feito uma saia de linho para a A. Usei o ponto de overlock da Juki para unir a parte da frente à de trás e um dos pontos decorativos para a barra. Read more →

tapeçarias de pastrana

tapeçarias de pastrana

tapeçarias de pastrana
A Tomada de Tânger. Tapeçaria atribuída à oficina de Passchier Grenier, Tournai (Bélgica). Último quartel do século XV (pormenores).

Fomos ao MNAA ver A Invenção da Glória. D. Afonso V e as Tapeçarias de Pastrana. É de certeza uma das exposições mais imperdíveis de 2010, tanto pela qualidade das peças como pelo interesse dos mistérios que as rodeiam. Fico-me por um dos pormenores que me prenderam: os bebés às costas das mães que abandonam Tânger aos conquistadores portugueses. Partindo do princípio que a tapeçaria é a materialização belga de uma cena passada no norte de África descrita (com que pormenor?) e encomendada por Portugueses, que tipo de babywearing tardo-medieval estaria ali representado afinal? Surpreendentemente, umas horas ao computador parecem dar a resposta: Read more →

jardim do príncipe real

jardim do príncipe real

jardim do príncipe real

Muito do que se decide para a cidade de Lisboa parece sair da cabeça de pessoas sem filhos que só vivem a cidade de dentro do seu automóvel. Quem anda a pé e de transportes, com e sem crianças, quem está no passeio sente como eu que as prioridades parecem muitas vezes trocadas e que o que se compõe é mais para parecer bem do que para funcionar bem. Triste exemplo desta situação é o resultado das obras no Jardim do Príncipe Real, tantas vezes personagem dos meus posts (são nove anos de blog feitos anteontem). Não me manifestei quando se falou no abate das árvores (porque não sabia do assunto que chegasse para perceber de que lado estava a razão) mas, agora que o jardim reabriu, é deprimente pensar que mais valia tê-lo deixado como estava. Convenci-me de que o parque infantil (para o qual tinham sido anunciadas obras) seria aumentado, ou pelo menos bastante melhorado. Era absurdo o escorrega tão exposto ao sol que só de manhã podia ser usado sem queimar as pernas, mas ninguém se lembrou de o mudar de sítio. Os baloiços batiam às vezes nas crianças menos atentas pela razão óbvia de o espaço ser pequeno para todos os que o frequentam. Solução da Câmara: rodear os ditos baloiços de pilaretes de metal que roubam boa parte do pouco espaço que havia. De resto, e fora uns remendos no chão, tudo fiou igual. Fora do parque infantil, só elogio a instalação de um sistema de rega mais ecológico. Por outro lado, o novo piso é um pesadelo que anda a alastrar por Lisboa: um saibro amarelo claro, coberto de gravilha solta e pó. Não sei se tem alguma qualidade, mas os defeitos são vários: reflecte demasiado a luz (deve ser invenção de um país com menos sol) e transforma completamente o ambiente do jardim, tornando-o menos fresco e abrigado; a gravilha entra imediatamente para as sandálias (lá está a tese de que quem decide não anda a pé, muito menos com crianças) e esfola muito mais os joelhos do que o alcatrão (?) que lá estava antes; e o pó suja tudo (lembrar que as crianças passam boa parte do tempo com mais do que a sola dos sapatos no chão) e entra para os olhos mal se levanta o vento. As críticas são tantas que surgiu um blog dos amigos do Príncipe Real. De que cabeças terão saído as alterações feitas? Quem decidiu o que fazia falta (que tal mais metros quadrados de jardim infantil, uma casa de banho com fraldário e multas para os passeadores de cães sem saco de plástico?)? E para quando umas obras a sério, a pensar de facto em quem vive o jardim todos os dias e não só no de cortar a fita? Read more →