respigar

respigo

respigo

Perto de Valada, no Ribatejo. Depois da apanha, os campos ficam assim. Parámos num, por graça, e não resistimos ao respigo. Elas adoraram e nem foi preciso andar muito para encher um saco, porque a quantidade de tomate em óptimo estado era impressionante. Parte dele já se transformou em compota (com gengibre e sumo de limão).

A propósito: Love food Hate waste.

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tecidos que falam

tecidos que falam

Quando, há uns anos, comecei a fazer alguma pesquisa sobre a história dos tecidos africanos, fui apanhando aqui e ali referências aos significados dos vários padrões. Este é talvez um dos aspectos mais interessantes do tema, que é vasto: nos vários países em que circulam com mais abundância os wax prints, os padrões impressos nos tecidos não são apenas decoração. A cada padrão corresponde um nome, um provérbio ou uma ideia, e ao vestir um determinado pano está a enviar-se uma mensagem silenciosa a todos os que o vêem e, na maioria das vezes, a alguém em especial. Muitos dos padrões que circulam (cada vez mais, devido à entrada dos chineses neste mercado) têm apenas nomes locais ou não chegam a recebê-los, mas outros são verdadeiros clássicos, atravessam décadas e nunca saem de moda. Com umas horas de pesquisa, consegui encontrá-los a uso, hoje em dia, em vários países. Falam das relações entre marido e mulher, entre a mulher e as outras mulheres, entre cada um e a comunidade. Deixo aqui imagens de alguns dos que já aprendi a traduzir.

O da imagem de cima chama-se Fleurs de mariage e é, como o nome indica, alusivo ao casamento.

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etapa

águias

A E. está numa escola nova. É muito maior do que a anterior, mais formal e menos familiar, mas muito bonita e acolhedora. Começou o ano sem sobressaltos e com menos nervoso miudinho que eu, adora a educadora, vem para casa feliz e aos amigos que foram da escola antiga já juntou outros tantos. Estou satisfeita e descansada com quase todos os aspectos do que já conheço, mas incomodada com o conteúdo dos almoços, com sopas pequenas e repetitivas e pouco ou nenhum verde no prato. Não há soluções perfeitas, claro, mas parece-me que dar refeições efectivamente equilibradas devia ser obrigação de qualquer estabelecimento de ensino.

retrosaria

retrosaria

Hoje não houve tempo para mais, mas ficam aqui os tecidos que chegaram hoje à Retrosaria.

Obrigada à Joana Amaral Cardoso pela menção a este blog num artigo sobre tricot no Público de ontem (o artigo está disponível procurando aqui por tricot).

errata

Rua da Rosa, por m0rph3u

Já por aqui escrevi muitas vezes sobre o meu bairro. Lamechas, indignada e desiludida, mas também apaixonada ou sem palavras, o tom vai variando. O que tento sempre é não resvalar demasiado para o disparate. Diferente atitude teve Laurinda Alves que, no Público de ontem e no seu blog assina este texto sobre a Rua da Rosa. Para quem não saiba, a Rua da Rosa é a maior rua do Bairro Alto e simultaneamente a única que o atravessa de uma ponta à outra em que os carros circulam livremente. Por essa razão tem imenso trânsito, muitíssima poluição e passeios mais estreitos que um carrinho de bebé (não foi à toa que me tornei tão adepta dos slings). Por ter tanto trânsito, é naturalmente uma rua menos apetecível a quem vem passear do que as suas paralelas, mais esconsas mas muito mais sossegadas. Na Rua da Rosa as lojas abrem esperançosas mas fecham geralmente passados poucos meses, porque os turistas que a descem são quase todos excursionistas encarreirados directamente do autocarro (que ficou a esfumaçar no Largo da Misericórdia ou no Príncipe Real) para a casa de fados, e umas horas depois desta outra vez para aquele. Ora uma das automobilistas da via rápida da Rosa, que atravessa não uma nem duas mas três vezes por dia o Bairro Alto por este caminho, é Laurinda Alves: Subo-a de manhã, à tarde e à noite, que ela só tem um sentido e é quase toda a subir. De dentro do seu habitáculo climatizado, Laurinda Alves perde muito do que a rua é e engana~se em boa parte do que diz sobre ela. A rua não tem só um sentido. Quem não anda só de carro sabe bem que a rua também desce e que desce direitinha em direcção ao rio, o que lhe dá a algumas horas do dia uma luz especial de usufruto exclusivo dos peões.

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malhas e pontos

barcode

Tenho nas agulhas um terço de xaile (ravelry) e uma meia hiper-colorida meia feita (ravelry), mas também me está a apetecer voltar aos quilts. Desde que vi este, tão simples quanto bonito, que me apetece uma combinação de cores assim meio delicodoce. Esta da fotografia, com tecidos da Retrosaria, é uma boa hipótese.

♥:

Zig zag mini quilt, de Malka Dubrawsky.

Vintage quilt.

Quilt detail

…e as mini-alcofas da Inês. Consta-me que vai haver uma série muito limitada para vender. De certeza que esgotam num ápice!

mais que fait ce bébé?

mais que fait ce bébé

mais que fait ce bébé

Mais que fait ce bébé? é um livro para bebés da especialista em beaux livres Béatrice Fontanel, que já referi aqui a propósito deste outro. São 194 páginas ilustradas com pormenores de uma excelente selecção de pinturas dos séculos XIV a XX. Os textos são frases curtas que os bebés poderiam estar a dizer e, ao contrário do que é habitual neste género de coisa, ficam mesmo bem e convidam a ver o livro atentamente com alguém pequenino ao colo. Este exemplar é da biblioteca do Instituto Franco-Português (chamou-me a atenção na última visita), mas fiquei com vontade de comprar um para nós e é uma excelente prenda para recém-mamãs e bebés até aos dois anos.

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